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Finlândia ordena paralisação da construção de dois centros de dados do Google devido ao desmatamento

Reguladores finlandeses interromperam o trabalho nos centros de dados planeados do Google em Muhos e Kajaani após a remoção de árvores e solo sem a necessária avaliação ambiental.

06/10/2026, 18:57 UTC3 min de leitura2 Fontes
Finlândia ordena paralisação da construção de dois centros de dados do Google devido ao desmatamento

Os factos

  • A Agência de Supervisão Finlandesa ordenou a paralisação dos trabalhos de construção em dois locais de centros de dados do Google em Muhos e Kajaani.
  • A ordem menciona o desmatamento de mais de 300 hectares de floresta, incluindo a remoção de árvores e do solo superficial, a construção de estradas e alterações em valas.
  • O Google afirmou que não atingiu os seus próprios elevados padrões e seguirá a orientação da agência.
  • A Tuike Finland, a empreiteira do projeto, deve explicar os seus planos até 14 de outubro ou enfrentar possíveis processos de execução.
  • O investimento de €13 mil milhões do Google na Finlândia inclui os centros de dados e espera-se que apoie mais de 37 000 postos de trabalho e acrescente cerca de €3,6 mil milhões por ano à economia.

De acordo com a BBC, as autoridades finlandesas ordenaram a paralisação dos trabalhos de construção em dois centros de dados planeados do Google em Muhos e Kajaani. A Agência de Supervisão Finlandesa (LVV) afirmou que o trabalho num dos locais foi realizado sem uma avaliação de impacto ambiental obrigatória e ordenou a suspensão, até 23 de outubro, de medidas que 'alterariam significativamente o ambiente'. O Le Monde reportou que os reguladores ordenaram à empresa que representa a Google na Finlândia que pare de construir centros de dados até demonstrar cumprimento da legislação ambiental.

De acordo com o responsável ambiental da LVV, Tommi Muilu, os trabalhos preparatórios incluíram a remoção de árvores e do solo superficial, a construção de estradas e áreas de armazenamento no local, e alterações em valas. A BBC também reportou que Hanna Halmeenpaa, presidente da Associação Finlandesa para a Conservação da Natureza, tinha dito à AFP que 'os locais naturais que deveriam ser preservados' tinham sido abatidos. O Le Monde notou que os oficiais estão a investigar se as árvores e o solo foram desmatados antes da empresa realizar um estudo de impacto.

O Google disse que tinha 'ficado aquém dos nossos próprios elevados padrões neste caso' e seguiria a orientação da agência. A BBC afirmou que a Tuike Finland, a empresa por trás dos projetos de centros de dados do Google, foi solicitada a apresentar uma explicação e a definir como pretende prosseguir até 14 de outubro. A agência disse que poderia iniciar processos de execução caso a empresa não cumprisse a sua exigência.

De acordo com a BBC, o Google anunciou no mês passado um investimento recorde de €13 mil milhões na Finlândia para 2027 e 2028, descrevendo-o como o seu maior investimento único na Europa. De acordo com a BBC, o Google afirmou que a fase de construção em 2027 e 2028 apoiará mais de 37 000 postos de trabalho e contribuirá com uma média de €3,6 mil milhões por ano para a economia da Finlândia. De acordo com a BBC, o Google também assinou um acordo de compra de energia de 22 anos com a empresa finlandesa de energia Fortum, que cobre até metade da capacidade da central nuclear de Loviisa, o que a Fortum disse que ajudará a apoiar o funcionamento contínuo da central até 2050. De acordo com a BBC, o clima fresco da Finlândia e a eletricidade de baixo carbono tornam-na atraente para centros de dados, pois temperaturas mais baixas podem reduzir a energia necessária para arrefecer as instalações repletas de servidores.

Contexto

De acordo com a BBC, o clima fresco da Finlândia e a eletricidade de baixo carbono tornam-na atraente para centros de dados.De acordo com a BBC, as instalações planeadas do Google fazem parte de um investimento maior de €13 mil milhões destinado a atender à crescente demanda pelos seus serviços online.De acordo com a BBC, a Agência de Supervisão Finlandesa afirmou que os trabalhos tinham prosseguido sem uma avaliação de impacto ambiental obrigatória.

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